Um caso com risco de morte e assédios!

Oi povo! Desculpa o desabafo, porém, fica o alerta pra todas vocês que tenham interesse ou já fizeram um intercâmbio com a AIESEC.
Bom, como vocês sabem a AIESEC é uma empresa que promove intercâmbio cultural e é administrada por jovens. Nesta semana a casa casa caiu para a AIESEC depois de uma matéria do site The Intercept falando sobre o descaso que os intercambistas sofrem com eles (Inclusive fui convidado para participar da entrevista, porém, não dei continuidade).
A mais ou menos um ano fui para o Egito realizar um intercâmbio como Empreendedor Global. Chegando no país me deparei com a minha acomodação que estava sobrecarregada de intercambistas e não havia cama, cobertor e travesseiro para que eu pudesse dormir, a minha sorte que um amigo que conheci no país acabou dividindo o espaço comigo até que a AIESEC providenciasse os itens.
Imediatamente entrei em contato com a AIESEC para informar que eu estava naquela situação e a todo momento eles me ignoravam ou prometiam que iriam levar e nunca levava. Passei cerca de 1 semana dividindo um espaço que não era meu, mas que graças a Deus tinham brasileiros que estavam dispostos a ajudar.
O que chama atenção é que meu projeto de intercâmbio iria começar 3 dias após eu chegar no Egito, porém, só começou depois de 1 semana após a minha chegada. Pois é, foi 1 semana de bastante insistência e humilhação para que eu conseguisse iniciar o meu projeto e até mesmo conseguir uma cama, cobertor e travesseiro.
O tão esperado dia de iniciar o projeto chegou! Ufa! Não sabendo eu que o pior estava por vir. Fui para Hurghada um local maravilhoso situado no Egito com diversos Resorts, era lá que eu iria trabalhar junto com outras brasileiras. Chegando no local, identificamos varias divergências entre o divulgado pela AIESEC e a realidade que era proposta, como por exemplo, salário e horas de trabalhos. Estavam totalmente divergentes e questionamos sobre isso, porém, ou assinávamos ou iríamos ficar num lugar totalmente deserto e sem conhecer ninguém.
Iniciamos o projeto de entretenimento e animação no resort e trabalhávamos por mais de 8H diárias por dia com apenas 1 dia de descanso na semana. Informamos isso para a AIESEC sobre todas estas divergências e nada era feito, até que o nosso chefe descobriu que estávamos reclamando com a referida empresa e foi aí que a miséria começou. O nosso chefe começava a descontar sua raiva sobre as nossas reclamações na gente, sabe como? Retirando os nossos horários de descanso, bem como, trabalhando ainda mais durante o dia. Sem falar que todas as Brasileiras sofriam assédio sexual do nosso chefe. Estávamos sem saída, já que a AIESEC não prestava suporte e não ajudávamos. Inclusive, tive o meu aparelho de telefone furtado dentro do meu local de trabalho. Sem duvidas, foi o meu chefe para que eu não pudesse efetuar mais reclamações, bem como, sumir com todas as evidências dos ocorridos. Até hoje não se sabe o paradeiro do meu aparelho de telefone.
Após inúmeros Contatos, a AIESEC esteve no bairro onde trabalhávamos e foi lá conversar conosco, porém, percebemos que fui foi uma farsa, pois, a menina que trabalhava na AIESEC era amiga do nosso chefe. Voltamos para o resort e continuamos a reclamar e a sofrer com o trabalho escravo, humilhação e assédio de todos os dias. Foi uma coisa de louco! Já estávamos com o psicológico abalado! Só queríamos parar de sofrer e realizar um intercâmbio de acordo com o planejando quando estávamos no Brasil naquela época. Foi aí que decidimos fugir do resort de madrugada.

Juntamos todas as nossas coisas e todos os brasileiros saíram pelo fundo do resort, porém, fomos barrados pela portaria, que imediatamente ligou para o nosso chefe informando sobre o caso. Durante a saída, ficamos no fundo do resort cheio de malas sobre o chão e com grave acusação de roubo, isso mesmo, informaram que estávamos roubando a televisão do resort! Aí foi que a humilhação subiu um nível absurdo! Tivemos todas as malas revistadas e jogadas sobre o chão para a tal revista. Foram quase 60 minutos de horror e humilhação! Só queríamos sair correndo dali e procurar um local seguro, pois, o nosso chefe já estava nos ameaçando de morte. Descobrimos isso após uma gravação das reuniões que eram realizadas e realizamos a tradução de tudo que ele falava em árabe.

AIESEC fez alguma coisa? NÃO! Tivemos que nos virar sozinhos, sofrendo risco de vida! Conseguimos fugir do Resort e embarcamos novamente para a capital do Egito (onde foi a nossa acomodação local). Mesmo no Brasil a saga contra a AIESEC não terminou e a todo momento eles se curvaram em nos ajudar.
Inclusive vai fazer 01 ano que estou com um processo judicial (já transitado em julgado) e a AIESEC não quer pagar a indenização informada pelo Juiz.
Fica ao alerta para que tem interesse em viajar com a referida empresa. Muito cuidado antes de fechar um pacote de intercâmbio! Procurem uma empresa responsável e que esteja ao seu lado nos piores momentos.

